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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

divagações.

Um segundo passa. Um minuto empata. As estrelas caem e os solos subtraem.
Uma folha voa enquanto me esperas. Um segundo passa e tu vais embora.
Os relógios cantam , sibilando dolorasamente o tempo que passou desde que me abandonaste.
O frenesim da cidade lembra o alvoroço da minha alma. As ruas cruzadas, desparelhadas, corpos movem-se metodicamente sem qualquer essncia. Sorrisos mal amados. Ninguém está ali. Ninguém está aqui. As mentes vagueiam de um lado para o outro. Por vezes vão até ao espaço, outras vezes vão até ao fundo do oceano.
A minha alma fragmenta-se em mil e mil pedaços e segue todas essas pessoas sem corpo. Tenta encontrar o devido lugar a que pertence mas não consegue. Pertence à tua alma. Pertence aqui e ali, pertence ao Mundo onde nasceu. Pertence a todo o lado. E em todo o lado te encontra. Estás sempre lá, a espreitar por trás do meu ombro. No canto do meu espelho. No reflexo daquele charco de água que me inundou os pés. Sai daqui. Peço-te. Deixa-me em paz. Indiferença e desdém é o que te peço. O vento sussurra a melodia de uma canção de embalar, mas não consigo adormecer. A chuva bate perigosamente na minha janela, dizendo para deixar de procurar a minha alma. Que ela estava perdida e se precisava de encontrar.

Sozinha. Tão, mas tão perdida.


Um minuto empata enquanto me olhas sem saberes o que mais me dizer. Não digas nada. Um olhar vale tanto, tanto mais. O teu olhar quando recai sobre mim dessa forma, desse jeito tão teu, fere. Magoa saber que me olhas assim. Magoa saber que nada tem retorno. Os relógios voltam a cantar e a marcar o tempo. Os corpos tão habituados a esta rotina nem dão conta do que se passa lá fora. Fora deste brinquedo envidraçado numa noite escura. Fora do vidro nada é assim. Fora do vidro ainda não te conheço. O tempo é meu escravo e eu faço dele o que quero. Fora do vidro sou quem quero ser e sou quem nunca quis ser. Não me prendo a nada, fujo a tudo e sou feliz assim. Fora do vidro não te encontro. Fora do vidro não há espelhos, não há encruzilhadas nem abismos.


A lua brilha enquanto me rejeitas. Sorrisos esmorecem e tu nem te dás conta.
Sinto que falta algo. Preciso de tinta. Quero a mais poderosa tinta que existir. A mais bela tinta para colorir o que nos falta. Quero a mais forte, a mais suave e mágica. Quero que esta tinta nos salve e não deixe haver mais espaços brancos entre nós.


Eu quero tocar a tua alma. Eu quero saber quem realmente és. Deixa-me conhecer-te, permite que eu te conheça. Tira essa armadura perante mim, não te faças de forte. Chora, chora como uma criança. Não faz mal, eu estou aqui, agarra a minha mão e vê que tudo se vai recompôr.
Vamos voltar a ser felizes. Eu sei que vamos. Só tens de me deixar tocar a tua alma.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"Não te esqueças que os sentimentos também existem".
Será que devemos permitir que eles existam ?

sábado, 17 de abril de 2010

"Dói-me a cabeça e o Universo."
Fernando Pessoa

Fireflies - Owl City

You would not believe your eyes
If ten-million fireflies
Lit up the world
As I fell asleep

Cause they fill the open air
And leave teardrops everywhere
Youd think me rude
But I would just stand and stare

I'd like to make myself believe
That planet earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay awake when I'm asleep
Cause everything is never as it seems

Cause I'd get a thousand hugs
From ten-thousand lightning bugs
As they try to teach me how to dance

A fox trot above my head
A sock hop beneath my bed
A disco ball is just hanging by a thread

I'd like to make myself believe
That planet earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay awake when I'm asleep
Cause everything is never as it seems
(When I fall asleep)

Leave my door open just a crack
(Please take me away from here)
Cause I feel like such an insomniac
(Please take me away from here)
Why do I tire of counting sheep
(Please take me away from here)
When I'm far too tired to fall asleep

To ten-million fireflies
I'm weird cause I hate goodbyes
I got misty eyes
As they said farewell
(Farewell)
But I'll know where several are
If my dreams get real bizarre
Cause I'd save a few
And I'd keep them in a jar

I'd like to make myself believe
That planet earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay awake when I'm asleep
Cause everything is never as it seems
(When I fall asleep)

I'd like to make myself believe
That planet earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay awake when I'm asleep
Cause everything is never as it seems
(When I fall asleep)

I'd like to make myself believe
That planet earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay awake when I'm asleep
Because my dreams are bursting at the seems

segunda-feira, 29 de março de 2010

Afinal estou melhor que bem.
Só não sei até quando.
Hoping for the best, but expecting the worst, as always.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

- réstia de esperança.

A felicidade alcança-me por momentos. Páro.
Sou invadida por um sentimento estranho, mas já vivido.Algo antigo que surge por entre as sombras do passado e me faz sorrir.
Um sorriso, uma réstia de esperança que paira sobre mim e me faz querer mais, desejar mais, viver mais. Um momento de puro encanto, de pura inocência, como algodão doce na boca de uma criança. O Mundo passa pelos meus olhos e de palpebras fechadas vejo tudo claramente, é ali que eu quero estar, quero viver aquele momento ETERNAMENTE.
De repente um barulho ensurdecedor faz com que tudo pare, a ferida antiga faz-se ouvir gritando bem alto, lembrando-me de todo o medo e receio de voltar a sentir isto, de toda a desilusão que sentira antes, de toda a mágoa que me cegou e me virou contra o Mundo.
Mesmo recordando-me de tudo isso, silencio esse barulho não o deixando entrar na minha nova felicidade, não o deixando estragar aquilo que desejo. Estou apenas a tentar voltar ser feliz à minha maneira, poderei correr o risco de passar por tudo de novo mas... E então? Apenas quero com todas as minhas forças que aquele momento não acabe, que aquela esperança nao desapareça. Que o sorriso que reapareceu na minha face não se desvaneça, anseio por mais, mas... Será real?

Não. É apenas mais um sonho entre muitos que fazem com que devaneie nesta imensidão.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Saudade.

Saudade , sentimento aquele que me percorre nas veias e que deixa um rasto de dor. Dor essa que teima em não desaparecer, em nao esmorecer. Apenas marca uma ferida profunda por onde passa, relembrando-me todos os dias que ainda ali permanece.
Deixa um enorme vazio, onde apenas entram memorias e recordações antigas... Como se fosse uma moldura com uma fotografia a preto e branco.
Mas a verdade é que tudo isto faz parte do passado, um passado que em breve irei enterrar e que não será relembrado. Momentos e memórias que serão esquecidas e apagadas.
E aí nao sentirei mais saudade, aí as feridas irão sarar e o vazio será preenchido pelo presente .